quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A respeito dos suicídios

Espero atribular como estou me atribulando
e mostrar aos indiferentes que estamos lutando
pela vida e existência, que nunca teremos,
pelos sonhos e ilusões, que não sonharemos.

Espero, um dia, poder cantar pelos cantos,
mas, olhe à tua volta, tristes somos tantos!
não há critério para a distribuição de sofrimento:
estaremos sempre fadados ao tédio e ao tormento.

A angústia de quem vive martela o peito
em pânico e soluços, rabiscos e suicídios - todos os dias.
Zé Susto, meu caro Johnny Panic, vem sem jeito

e atiça a inconstância, objeto de minhas poesias.
Não te preocupas com o sumiço dos teus afeitos,
e, enquanto dormes, todos pensamos se também te matarias.

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