sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Às lágrimas

lágrimas se estendem sobre minhas mãos
e escorrem até o papel frouxo
fraco... como sou

enquanto os guardanapos se preenchem
com a dor de estar sempre imerso
em palavras saturadas
em um rol de desistências
em uma mente escancarada
para todo tipo de miséria

lágrimas se estendem sobre meu verso
e o sangue pollockeia pelas tormentas
de um corpo dilacerado pela depressão

pensam escorrer à luz, a um fim memorável
e eternamente feliz e recompensador
mas impregnam no papel
e, assim, são como lembranças 
para uma cabeça absorta e compelida 
pelas mágoas de uma existência inexistente.

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