sábado, 14 de novembro de 2015

Humano, demasiado humano

Humano, demasiado humano,
onde se esconde o seu sorriso?
Onde foi parar a humanidade,
o tino, o respeito e a solidariedade?
Busca, porém somente no inferno
em que criou, o paraíso
que o próprio humano,
à luz do desespero, inventou.
Humano, demasiado humano,
do ódio incutido nas paixões
à melancolia e ressentimento
de seus olhos, secos de tristeza,
entrega-se ao devaneio, à dogmática
vida, que se encurta e atribula.
Humano, demasiado humano,
por que tão frio este vasto universo?
Por que tão só nesta crença cega,
que ao outro se fecha e ao amor se nega?
Alimenta e consolida o sofrimento
ao qual está submisso... e imerso.
Não devo, assim, ser tão humano,
pois morrerei na terra só com uma lágrima
e um verso.

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