sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

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O que tenho a dizer
é que saí das mãos de Deus
para caminhar com meus próprios
pés, pelo seco e úmido, 
pelo monótono e estrondoso,
sem que houvesse desculpas e perdão
para meus erros.

Meus pecados são criações humanas,
são interesses divinos em corpos humanos.

Filho do homem, nasci para morrer e não buscar a eternidade.
Vivo para construí-la, entretanto, pelo meu esforço, não pela
suposta bondade, que tanto cobram - rumo a uma perfeição
imperfeita e deveras gasta e escassa.

O que tenho a dizer
é que saí das mãos de deuses
para caminhar sem guia, sem rumo,
construindo modelos, não seguindo os mesmos.

Revogam sentimentos humanos.
O amor, mesmo, se tornou objetivo e deixou de ser princípio...
e, quando isso acontece,
cabe a nós revogar ideais ultrapassados.
Ideais que só constroem repulsa.

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