domingo, 28 de fevereiro de 2016

Histeria

Um sono intenso cai sobre mim,
a palidez ascende ao rosto triste,
e tudo de mais lindo que existe
canta um sincero e doloroso fim.

A lastimável e adorada treva
deseja que de mim eu remova 
todo indesejo e devaneio à alcova
pois ela enfim, num sonho, me leva.

Viverei de meu ócio e minha loucura!
enquanto ela, doce como a poesia,
revelar-se-á à minha luz escura.

E hei de atar minha cólera e melancolia!
ao ilustre desgosto, de alma pura.
Hei de matar-me sob o véu da histeria.

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