quarta-feira, 13 de abril de 2016

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A poesia vulgar da criança ciumenta,
a compra terrível de desgosto,
o rei de outrora agora deposto
e tu a sorrir o que o choro alenta.

O beijo que ninguém conhece,
o silêncio da trepidez,
o compêndio de minha vez,
de amar o que me desconhece

são gestos de perpetuar uma irrealidade,
o fantástico, o romantismo
e as duras travessuras do realismo,
que, de mentira, só tem verdade.

Aqui, sento esperando as lágrimas engolirem o que choram,
condenando-nos, coroando-nos de rosas,
que surgem após memórias vaporosas...
Mas, ao escrever-te, instalo amor às maçãs que ainda por ti coram.

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