quinta-feira, 21 de abril de 2016

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Estou triste, pois escrevo versos horríveis.
Sempre me senti herdeiro dos sensíveis,
e os poemas do Lord, do Keats, do Augusto e Azevedo
sempre me deixaram literariamente embriagado...

O que fiz para receber a coroa de rosas?
Estou triste, pois a volúpia e o desprazer
caminham de mãos dadas pelo meu vale,
suicida e deveras ensimesmado.

A palidez retorna à face desprendida de mistérios,
Eles se orgulhariam de mim, mas, ainda assim,
estou triste... pois encaro meus versos com adultérios.

O novo. Esbarrento. Caduca. Eterniza o esvaziamento.
Alguns se salvam, é verdade, quando digerem 
tudo o que foi, o que é e jamais será sentimento.

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