domingo, 3 de abril de 2016

para que nunca mais precisasse

não ligo muito para isso
ou aquilo
o que sou é o que sinto
e se fosse especial
sentiria
tanto
mas tanto
que nada sentiria.

não ligo tanto para o muito
do pouco
que tive
fez-se riso
da dor, fez-se o riso, diria.

não ligo para ele
pois o pranto
é mais
verdadeiro
o riso vem, se cala
e é manhã
nas brumas
de meus
mais contrariados
pensamentos.

porém, na noite
quando se encerra
a melancolia
e se estende
o amor
penso, e apenas penso
que nada é mais triste
do que só pensar.

e se pudesse escrever
escreveria o quanto pudesse
para que nunca mais
precisasse
escrever
merda alguma.

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